Sobre usar a moda e não ser usada por ela

Diferentemente de períodos passados que foram fortemente marcados por determinado jeito de se vestir, hoje valorizamos cada vez mais as inúmeras possibilidades de estilo, o usufruto e a combinação de ideias diferentes, independentemente do tempo e das tendências mostradas nas passarelas da semana de moda.


Isso acontece, a meu ver, pela influência de dois fatores básico: I. o estímulo contínuo da criatividade e II. a importância cada vez mais dada ao autoconhecimento e ao gosto pessoal.


Um dos fatores mais interessantes da nossa moda passa a ser, portanto, a revelação de ideias novas a partir de outras que já existiam. A adaptação de peças de diferentes épocas, estilos, preços e formatos ao jeito que o nosso corpo é, e não mais a adaptação do ser humano a determinado estilo.


E a partir daí, passa a ser bem mais fácil buscar referências do que vestir, conhecer características da moda de outras épocas para resgatá-las de um jeito moderno, ampliar nosso repertório sobre moda, estilo, corpo e tendências para montar algo único e particular, que conversa com os nossos valores, a nossa história e as nossas ações do dia a dia.




A mistura das nossas interpretações pessoais sobre o que é “tendência de moda” e “estilo” é o que nos dá uma aparência exclusiva, identificada ou não com o jeito de se vestir próprio de determinado grupo, mas que, principalmente, veste o nosso corpo, e não o contrário.


E justamente por termos essa ideia de “vestirmos o nosso próprio corpo” que se torna necessário refletirmos cada vez mais sobre como pacificar nosso olhar em relação à silhueta – um exercício muito difícil, mas muito importante de ser feito todos os dias!


#autoconhecimento #autoestima #adamasacessórios #tendênciasdemoda

Posts Recentes