Auto Sabotagem ou “quando a gente é uma pedra do nosso próprio caminho”

June 7, 2018

 

Sabe quando você quer muito algo, mas fica com um medinho de tomar as atitudes necessárias para conseguir? Fica inventando mil desculpas, procrastina tudo, e o tempo vai passando...

 

Eu vivo muito isso. Luto mesmo todos os dias para superar situações que pensando racionalmente são tão simples, mas que parecem muito além do meu alcance. Quer exemplos? Olha só:

 

Quero emagrecer, até começo a fazer dieta, mas quando o ponteiro da balança desce, volto a comer doces e gostosuras que tinha jurado nunca mais cruzariam meu caminho.

Quero dar um up na minha carreira, faço a matrícula em um curso super legal, estudo bem durante os primeiros módulos, mas assim que preciso colocar os novos conhecimentos em prática, bate aquele desânimo de continuar.

 

Ou ainda, uma coisa muito boba: às vezes estou com um problema me perturbando há dias, e sei que um simples telefonema para uma pessoa específica tiraria todas as minhas dúvidas, mas pegar o telefone e falar diretamente com a pessoa é um verdadeiro suplício.

 

Parece loucura, né?

 

Todos os momentos em que me deparo com esse tipo de medo, percebo o quanto minha própria mente é capaz de trabalhar contra mim, o quanto a inércia de ficar na zona de conforto é forte e tenta me manter sempre quieta, sem fazer nada, sem conhecer nada nem ninguém diferente.

 

Já são anos que luto diariamente contra esse processo de auto sabotagem. Não sei se é realmente possível vencer esse tipo de comportamento, mas tento pelo menos me educar para perceber quando estou realmente passando por uma dificuldade ou se estou apenas presa nesse círculo vicioso que prejudica apenas a mim.

 

Acho que a principal atitude que me ajudou a superar alguns desses desafios foi a de começar a escrever minhas tarefas diárias toda manhã e também meus objetivos a médio e longo prazos.

 

Só de pensar nessas ações já me dá taquicardia, mas então eu começo a pensar o quão importante realmente são esses objetivos para mim e o quanto minha vida ficará triste e vazia com o sentimento de derrota de não os ter conquistado.

 

Nesse processo, eu começo a tomar consciência de cada sentimento negativo, medo e mimimi que eu vivencio, e aí consigo aos poucos perceber se esses são riscos reais ou se sou apenas eu me auto sabotando novamente – consegui desenvolver essa ideia depois de anos de reflexão e amadurecimento, aff...

 

Acho que é comum para muita gente sentir esse nervosismo por se achar pouco qualificado, pouco merecedor de algo, com pouca possibilidade de conseguir o que quer para si. E acho que isso é muito cultural também, afinal, a sociedade sempre disse para nós mulheres que o legal é ser “fina, recatada e do lar”, e que precisamos da “validação” dos outros para cada uma das nossas escolhas.

 

Nesse sentido, acho que é só com um processo profundo de autoconhecimento (que pode muito bem contar com a ajuda de um profissional) que conseguimos evitar/diminuir essa auto sabotagem. A percepção de que podemos fazer qualquer coisa, de que somos as únicas responsáveis pelos nossos atos e, principalmente, pela nossa felicidade, nos ajuda a estabelecer limites para a influência daquelas pessoas que querem sempre “cortar a nossa vibe” e de nós mesmas, que precisamos controlar nossa mente, nosso corpo, nosso dia a dia.

 

Vocês se auto sabotam também?

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