Como deixar o passado para trás? ou Como não deixar que situações dolorosas controlem nossas vidas?

August 10, 2018

Por que a gente se prende ao passado? Por que pode ser tão difícil superar experiências que nos causaram sofrimento e seguir em frente?

 

Bom, eu tenho que confessar que sou uma pessoa apegada a alguns aspectos da minha vida, a algumas crenças, e vejo ao meu redor que há muita gente assim também. Por isso achei interessante abordar esse assunto para refletirmos juntas.

 

 

 

No meu caso, vejo que meu apego a determinadas experiências, ou ainda, minha incapacidade de perdoar alguns desapontamentos que pessoas me causaram é devido à necessidade que tenho de me sentir “segura”, cheia de certezas sobre o caminho que sigo.

 

E para muita gente pode parecer realmente ameaçador seguir por um caminho desconhecido (um novo relacionamento, um novo curso na faculdade, um novo trabalho, uma viagem para um lugar diferente, o enfrentamento de uma pessoa tóxica), não é? E é então que seguimos presas ao passado, porque apesar de a realidade não ser a ideal, ela ainda é o que a gente conhece, o que é familiar.

 

Isso é o que faz a gente ficar em um relacionamento ruim por medo de ficar sozinha. Ficar em um trabalho ruim por medo de ficar sem dinheiro. Relembrar algo ruim que uma pessoa te fez por medo de ela fazer de novo.

 

E claramente, esse comportamento não é nada saudável. Quanto mais a gente se “prende” a esses pequenos ou grandes traumas, pequenas ou grandes dores do passado, mais medo a gente sente de seguir um caminho diferente, de se arriscar, de tomar uma decisão que os outros ao redor podem usar para nos julgar.

 

E como fazer para seguir em frente e se livrar desse apego ao passado?

 

Na minha vida, realmente algumas rupturas foram necessárias: com 30 anos, saí da casa do meus pais para morar com meu então namorado (hoje meu marido) e, em seguida, deixei meu emprego formal para abrir o meu próprio negócio.

 

TOMADA DE CONSCIÊNCIA

 

Acho que o primeiro passo que tive que dar para ter a coragem de me desapegar de um passado confortável (mas extremamente limitado e em que eu me sentia muito infeliz e desprestigiada) foi tomar consciência de que as dores que eu sentia, minha tristeza e desânimo com a vida, não eram normais e que existia sim uma “luz no fim do túnel” e que tudo poderia ser melhor. Eu me perguntava constantemente:

 

Como eu me sinto agora? Quais aspectos da minha vida fazem com que eu me sinta assim?

 

Vale realmente a pena eu mudar minha vida? Como eu posso me sentir se eu mudar minha vida?

 

Acho que essas perguntas ajudam a estabelecer objetivos, a se manter motivada e a lembrar objetivamente de que se há aspectos ruins em nossas vidas é porque nós “permitimos” que elas chegassem a esse ponto e, portanto, somos as responsáveis por trabalhar para muda-la.

 

PERCEBER HÁBITOS EMOCIONAIS NEGATIVOS

 

Quando vivemos apegadas a algumas situações ruins (como um emprego chato, brigas constantes com um familiar, relacionamentos abusivos etc.) é comum que a gente não perceba o quanto essas impactam profundamente nosso dia a dia – elas parecem ser situações normais, a vida como ela é e ponto. Contudo, essas situações geram na gente hábitos emocionais que determinam o modo como enxergamos a vida, as palavras que escolhemos usar e a maneira como agimos.

 

Eu percebi que às vezes eu achava que tudo parecia errado, que nada tinha jeito, que a sociedade estava perdida, que toda mensagem que eu recebia no celular era de alguém me cobrando alguma coisa do trabalho e que ninguém mais prestava nesse mundo!

 

Claro que isso pode parecer um exagero, mas era bem por aí... Eu me sentia presas em um ciclo de negatividade e problemas que não tinham fim.

 

E foi justamente identificando esse tipo de hábito emocional em que “nada tem jeito mesmo” é que pude começar a pensar “Opa! Como assim?!”

 

Penso em nossas emoções como um músculo (não que eu goste de musculação, rsrs...) que precisa ser treinado para nos ajudar a enxergar as dificuldades como desafios que nos fortalecem, não que acabam com a gente mais ainda.

 

CUIDADO COM QUEM ESTÁ AO REDOR

 

Realmente, aquela história de que os opostos se atraem só serve mesmo para os ímãs e os pólos do planeta Terra. De resto, negativo atrai negativo e positivo atrai positivo.

 

No meu caso, viver com uma pessoa super corajosa em relação à vida me ajudou muito a ter a energia necessária para arriscar um pouco mais com a minha própria vida e a fazer as mudanças que eu estava precisando para melhorar minha saúde física, mental e espiritual.

 

Por isso, acho que vale muito a dica de manter ao redor pessoas que a gente admira, que têm uma energia positiva, que apoiam a gente no sentido do bem.  E vale mais ainda a dica de excluir pessoas que abusam da gente, que querem nos ver para baixo justamente para nos manter sempre perto delas.

 

Pessoas boas ao nosso redor são essenciais para nos empurrar para frente quando estamos presas às situações dolorosas do passado ou a uma realidade estagnada. Não falo daquelas que apenas nos consolam, mas principalmente daquelas que conseguem dar um chacoalhão na gente, rsrs – e claro, que a gente também dê um chacoalhão quando elas precisam também.

 

 

 

E vocês, já se sentiram presas a situações difíceis do passado que impediram de viver o presente? Compartilhe sua história, ajuda muito!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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